O Okinawa Festival ocorre todos os anos, e como
em vários anos, teve a participação do Urizun no stand. O tema deste ano foi “Uchinachus
no Mundo”.
Dentre das atividades realizadas, teve:
- Exposição de Fotos do evento “Sekai Wakamono
Uchinanchu Taikai” que aconteceu em julho deste ano, reunindo jovens uchinachus
de diversas partes do mundo. Também tivemos fotos de Okinawa mostrando um pouco
sobre a cultura e as paisagens da ilha.
- Exposição de alguns instrumentos como o shime
daiko, paranku e o sanshin, pequenos objetos que lembram a imagem da cultura de
Okinawa, e também um texto sobre o MIO – Memorial do Imigrante Okinawano.
- Foram vendidas camisetas, sendo que a que fez
mais sucesso foi a da estampa “I♥ Okinawa”. Também vendemos adesivos, chinelos e carteiras com desenho de
bingata e lembrancinhas.
- Também tivemos algumas oficinas reunindo um
público de diversas idades. As oficinas foram Arte com frutas, Canudinhos,
Origami e Furoshiki.
Na frente do stand havia um pequeno mural de
mensagens, cujo tema era “O que te faz lembrar de Okinawa?”
As pessoas escreviam em pequenos papéis a
palavra com o tema proposto. O resultado foi bastante interessante, pois todos
que passavam liam o mural e escreviam também. Havia diversas respostas
interessantes como união, família, alegria, algumas palavras em uchinaguchi,
taiko, camisa “florida”, praia, enfim, tudo que possa lembrar Okinawa.
Umas das respostas interessantes foi “Taifu”
(tufão); realmente nos últimos dias estão passando diversos tufões pelo
arquipélago. Outra resposta foi “Oji e Oba”, que significam os nossos avôs e
avós respectivamente. Pois, foram os nossos avós e pais que vieram ao Brasil
trazendo a cultura, onde tudo deu a origem dos imigrantes.
A missão do stand foi mostrar
um pouco mais sobre a cultura de Okinawa. Contamos com esforços que os ex-bolsistas
fazem para dar continuidade na cultura de nossos ancestrais, assim como
transmitir para as próximas gerações e interessados. Pois muitos “gaijins” (que
pode ser entendido como não-descendentes) ficaram encantados como a comunidade
okinawana é reunida para organizar um evento deste porte.
Texto: Felipe Shiroma Fotos: Felipe Shiroma e Vitor Hideki Higajo
1º Encontro Mundial de Jovens Uchinanchus no Brasil
1st Worlwide Youth Uchinanchu
Festival in Brazil
第1回世界若者ウチナーンチュ大会
Dai Ikkai Sekai
Wakamono Uchinanchu Taikai
若者“Wakamono” significa “jovem”. Já faz mais de um século que os primeiros
imigrantes saíram de Okinawa para diferentes países. Depois de tanto tempo, o
que os jovens descendentes de okinawanos e também os jovens que nasceram em
Okinawa tem em comum? O que pode nos unir? O Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai!
Objetivos:
Impulsionar o intercâmbio entre os jovens uchinanchus do mundo e passar para as
próximas gerações a identidade uchinanchu.
Organização:
WYUA (World Youth Uchinanchu Association - Associação Internacional de Jovens,
em português)
Co-organização:
Associação Okinawa Kenjin do Brasil e Urizun-kai (Círculo de Bolsistas de
Okinawa)
Video sobre o WYUA(World Youth Uchinanchu Association) com legendas em português:
Como surgiu a ideia de fazer um Encontro
Mundial de Jovens no Brasil?
No 5º Uchinanchu Taikai, a Secretaria de Jovens
(Wakamono Jimukyoku) promoveu algumas atividades, contando com a presença de
representantes de diversos países, como Brasil, Argentina, Peru, Bolivia, EUA e
Inglaterra. Do Brasil, os representantes foram: Chuei Matsudo, Simone Zakabi,
Tetsuo Higa e Akira Uema. Houve uma grande conferência, na qual os
participantes falaram sobre as atividades desenvolvidas pelos jovens
uchinanchus em seus respectivos países. Depois, foram divididos em 3 grupos,
cada um discutindo um dos seguintes temas: Uchinaguchi (lingua de Okinawa), Uchinanchu
Network e Cultura okinawana moderna.
O objetivo era que, de cada tema, saísse uma proposta a
ser executada pela então fundada Associação Internacional de Jovens Uchinanchus
(WYUA – World Youth Uchinanchu Association, em inglês) nos próximos anos, incluindo
jovens de outros países. Ao final da conferência, essa proposta seria entregue
ao Governador de Okinawa (Hirokazu Nakaima). Em um dos grupos que discutiram o
tema Uchinanchu Network, composto somente por okinawanos, surgiu a proposta de realizar
um Wakamono Uchinanchu Taikai no Brasil em 2012, que foi aprovada pelo governador.
No dia seguinte, os brasileiros se depararam com esta boa notícia, já estampada
na primeira página do jornal de Okinawa.
A ideia é que o encontro aconteça todos os anos, sendo
os próximos na América do Norte (EUA), Europa (Inglaterra) e Ásia, e a seguir,
no 6º Uchinanchu Taikai.
Representantes
do Brasil, Argentina, Bolívia, Peru e EUA no 5º Uchinanchu Taikai
Visita ao Presidente da
Câmara dos Deputados, Zenshin Takamine, com membros do Wakamono Jimukyoku
Preparação do evento
Durante o Niseta Tour, em janeiro de 2012, recebemos a
visita de: Minami Tamamoto, Sho Miyagi, Erika Tsukayama (membros do WYUA),
Daiya Miyazato (Professor da Universidade de Ryukyu) e Takahiko Yokoyama
(representante do setor de Promoção de Intercâmbio do governo de Okinawa). Nesta
ocasião, houve reuniões do Urizun-kai com os membros okinawanos do WYUA para
planejar o evento que acontecerá no mês de julho.
Membros do WYUA de Okinawa durante o Niseta Tour, no Brasil
Encontro com
Guillermo Sesoko - ARGENTINA
Guillermo Sesoko foi um dos Representantes das Futuras
Gerações no Uchinanchu Taikai, junto com Chuei, Simone e Tetsuo. Membro e líder
do Ryukyu Koku Matsuri Daiko – Argentina, veio ao Brasil para tratar da
comemoração de 15 anos das filiais do Brasil e da Argentina. Aproveitando a
ocasião, fizemos uma reunião para tratar do Wakamono Uchinanchu Taikai 2012. Conversamos sobre a programação e, no dia 19 de maio, será
feita uma convocatória, em Buenos Aires, em que se explicarão os objetivos do
evento, visando chamar os jovens argentinos para virem ao Brasil em julho.
Sobre a convocatória a ser realizada na Argentina: Fecha: Sábado 19 de Mayo, 2012 Horario: 18.00hs Lugar: Centro Okinawense en la Argentina Av. San Juan 2651 (C1232AAI) Buenos Aires
Encontro de membros do Urizun com Guillermo Sesoko, que participará doWakamono Uchinanchu Taikai
Encontro com
Jaime Miyashiro - PERU
No
feriado de 1 de Maio, Tetsuo Higa e sua esposa, Rosana, foram a Lima, onde
encontraram com jovens uchinanchus peruanos. Leia o relato de Tetsuo:
"No feriadão do Dia do Trabalho, fui passear em
Lima, Peru com minha esposa. Fomos muito bem recepcionados pelo Richard Yagi,
diretor da juventude da Associação Peruana Japonesa, e pelo Jaime Miyashiro,
que foi Representante da Geração Futura no 5th Uchinanchu Taikai. Fomos também
ao Undokai da Associação Peruana Japonesa, que é um enorme evento, um misto de
Undokai, Matsuri e encontro anual da comunidade Nikkei do Peru. Lá nos encontramos
com ex-bolsistas de diversos shichosons e kenpis, de todos os anos.
Convidei-os para o Wakamono Uchinanchu Taikai, e se mostraram muito
interessados.
Uma coisa que achei diferente do
Brasil, é que muito poucos falam o idioma japonês, devido a proibição imposta a
idiomas estrangeiros no passado. Mas a identidade nikkei é muito forte, e eles
são muito unidos, e tem orgulho de serem nikkeis. A maioria destes nikkeis são
descendentes de okinawanos.
Também visitamos a Associação
Okinawense do Peru, e contaram como funcionam, e vi que tem várias dificuldades
comuns a nosso kenjinkai do Brasil.
Outro local que nos apresentaram
foi a Associação Peruana Japonesa, que equivale ao nosso "Bunkyo".
Ficamos impressionados com a estrutura e funcionalidade. Eles tem clínicas
médicas, diversos cursos, cooperativas de crédito, assistência aos idosos,
restaurantes e Museu da Imigração. Neste museu havia uma exposição especial
temporária, coordenada pela Sharon Yara, com o tema Imigração de Okinawa no
Peru. Ficamos impressionados com a qualidade da iluminação, montagem, e
principalmente de pesquisa.
Finalmente, no último dia, Richard
nos convidou para um jantar típico peruano em sua casa, junto com ex-bolsistas
de Nakagusuku-son e amigos de outros sonjinkais. Agradecemos mais uma vez à recepção calorosa, bem ao estilo "Ichariba choode", porque não os conhecia pessoalmente, exceto Jaime que encontrei apenas uma vez em Okinawa. Também reforço o convite para virem ao Brasil, conhecer a nossa comunidade durante o Wakamono Uchinanchu Taikai em julho."
Programação
O
objetivo das atividades é o intercâmbio e o fortalecimento da rede uchinanchu.
As atividades visam a integração dos participantes. Por isso, o Campeonato de Voleibol, o Artesanato de shisá, o Festival de Curtas Metragens, o Karaokê etc, tem caráter amador. Basta a vontade de
participar!
As
principais atividades acontecerão na parte da noite, para que os jovens
brasileiros que trabalham durante o dia também possam participar.
Na noite do dia 26 está previsto o home stay (hospedagem) na casa de uma
família uchinanchu, para que os jovens que vêm de fora possam conhecer um pouco
a vida de uma família uchinanchu no Brasil. Por isso, estamos cadastrando
famílias que possam participar do home stay.
Data: 26/07 – quinta-feira
- A família precisará buscar o hóspede na AOKB (quinta-feira à noite) e,
na manhã seguinte, levá-lo de volta.
- Informar a quantidade de hóspedes que poderá receber
Lembramos
que é uma ótima oportunidade para as famílias, que poderão conhecer e
estabelecer laços de amizade com jovens uchinanchus de outros países.
As
famílias que quiserem participar, entrem em contato com: urizun.br@gmail.com
Assista aos videos “Let’s sing Uchinaaguchi” (“Vamos cantar em Uchinaaguchi!”, em português), de autoria de Brandon Ing (música), Katsumi Gushiken (desenho) e Igor Shin Moromisato (animação), que foram bolsistas em Okinawa.
Brandon Ing nasceu no Havaí, descendente de chineses e uchinanchus. Chegou em Okinawa em 2009 como kenpiryugakusei na Universidade de Artes (Geidai), estudando junto com Shin. Sempre quiseram fazer uma animação em parceria, e a oportunidade surgiu quando Brandon compôs essa música.
Como professor de inglês da 6ª série, ele tinha dificuldade em utilizar algumas músicas para ensinar seus alunos, por serem difíceis ou não tão interessantes, e começou a pensar em compor. Ao mesmo tempo, havia uma discussão entre os professores sobre como seria bom se fosse ensinado uchinaguchi na escola, o que era inviável por falta de tempo. Assim, compôs uma música para ensinar inglês e uchinaguchi.
Brandon convidou Shin, que é animador e ilustrador freelancer para fazer a animação. E Shin, que conhecia Katsumi através das atividades do Urizun, chamou-a para participar, já que é ilustradora também.
Os três fizeram o trabalho pensando na importância do uchinaguchi. Katsumi observa que “a questão da preservação do uchinaguchi está se tornando cada vez mais presente nos circulos culturais, devido a iminência do desaparecimento, já que não está sendo passado para as novas gerações.”
Para Brandon, o uchinaguchi, também é uma forma de preservar a lembrança de seus avós (uyafafuji), que passaram por diversas dificuldades quando chegaram no Havaí. E diz que, como “uchinanchu” é uma palavra em uchinaguchi, caso esta língua desapareça, a palavra “uchinanchu” desaparecerá, e consequentemente, nós, uchinanchus, também desapareceremos.
Shin relata que não fez o video movido só pelo pensamento de proteger, mas como vê a cultura em geral de Okinawa como sendo muito rica e peculiar, dá prazer de divulgar e se inspirar. Da mesma forma, Katsumi diz que “com prazer contribui para a criação desta animação para passar o conhecimento da lingua de uma maneira didática e divertida”.
Como lembra Shin, é interessante observar que os três participantes do vídeo são ex-bolsistas, “o que mostra a relevância das bolsas de estudos para o fortalecimento da cultura de Okinawa”.