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domingo, 3 de junho de 2012

Wakamono Uchinanchu Taikai







1º Encontro Mundial de Jovens Uchinanchus no Brasil

1st Worlwide Youth Uchinanchu Festival in Brazil

第1回世界若者ウチナーンチュ大会

Dai Ikkai Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai

若者 “Wakamono” significa “jovem”. Já faz mais de um século que os primeiros imigrantes saíram de Okinawa para diferentes países. Depois de tanto tempo, o que os jovens descendentes de okinawanos e também os jovens que nasceram em Okinawa tem em comum? O que pode nos unir? O Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai!

Objetivos: Impulsionar o intercâmbio entre os jovens uchinanchus do mundo e passar para as próximas gerações a identidade uchinanchu.
Organização: WYUA (World Youth Uchinanchu Association - Associação Internacional de Jovens, em português)
Co-organização: Associação Okinawa Kenjin do Brasil e Urizun-kai (Círculo de Bolsistas de Okinawa)




Video sobre o WYUA(World Youth Uchinanchu Association) com legendas em português:



Como surgiu a ideia de fazer um Encontro Mundial de Jovens no Brasil?
No 5º Uchinanchu Taikai, a Secretaria de Jovens (Wakamono Jimukyoku) promoveu algumas atividades, contando com a presença de representantes de diversos países, como Brasil, Argentina, Peru, Bolivia, EUA e Inglaterra. Do Brasil, os representantes foram: Chuei Matsudo, Simone Zakabi, Tetsuo Higa e Akira Uema. Houve uma grande conferência, na qual os participantes falaram sobre as atividades desenvolvidas pelos jovens uchinanchus em seus respectivos países. Depois, foram divididos em 3 grupos, cada um discutindo um dos seguintes temas: Uchinaguchi (lingua de Okinawa), Uchinanchu Network e Cultura okinawana moderna.

O objetivo era que, de cada tema, saísse uma proposta a ser executada pela então fundada Associação Internacional de Jovens Uchinanchus (WYUA – World Youth Uchinanchu Association, em inglês) nos próximos anos, incluindo jovens de outros países. Ao final da conferência, essa proposta seria entregue ao Governador de Okinawa (Hirokazu Nakaima). Em um dos grupos que discutiram o tema Uchinanchu Network, composto somente por okinawanos, surgiu a proposta de realizar um Wakamono Uchinanchu Taikai no Brasil em 2012, que foi aprovada pelo governador. No dia seguinte, os brasileiros se depararam com esta boa notícia, já estampada na primeira página do jornal de Okinawa.

A ideia é que o encontro aconteça todos os anos, sendo os próximos na América do Norte (EUA), Europa (Inglaterra) e Ásia, e a seguir, no 6º Uchinanchu Taikai.

Representantes do Brasil, Argentina, Bolívia, Peru e EUA no 5º Uchinanchu Taikai



Visita ao Presidente da Câmara dos Deputados, Zenshin Takamine, com membros do Wakamono Jimukyoku

   Preparação do evento
Durante o Niseta Tour, em janeiro de 2012, recebemos a visita de: Minami Tamamoto, Sho Miyagi, Erika Tsukayama (membros do WYUA), Daiya Miyazato (Professor da Universidade de Ryukyu) e Takahiko Yokoyama (representante do setor de Promoção de Intercâmbio do governo de Okinawa). Nesta ocasião, houve reuniões do Urizun-kai com os membros okinawanos do WYUA para planejar o evento que acontecerá no mês de julho.

Membros do WYUA de Okinawa durante o Niseta Tour, no Brasil


Encontro com Guillermo Sesoko - ARGENTINA

Guillermo Sesoko foi um dos Representantes das Futuras Gerações no Uchinanchu Taikai, junto com Chuei, Simone e Tetsuo. Membro e líder do Ryukyu Koku Matsuri Daiko – Argentina, veio ao Brasil para tratar da comemoração de 15 anos das filiais do Brasil e da Argentina. Aproveitando a ocasião, fizemos uma reunião para tratar do Wakamono Uchinanchu Taikai 2012. Conversamos sobre a programação e, no dia 19 de maio, será feita uma convocatória, em Buenos Aires, em que se explicarão os objetivos do evento, visando chamar os jovens argentinos para virem ao Brasil em julho.

Sobre a convocatória a ser realizada na Argentina:
Fecha: Sábado 19 de Mayo, 2012
Horario: 18.00hs
Lugar: Centro Okinawense en la Argentina
Av. San Juan 2651 (C1232AAI) Buenos Aires


Encontro de membros do Urizun com Guillermo Sesoko, que participará doWakamono Uchinanchu Taikai



Encontro com Jaime Miyashiro - PERU
No feriado de 1 de Maio, Tetsuo Higa e sua esposa, Rosana, foram a Lima, onde encontraram com jovens uchinanchus peruanos. Leia o relato de Tetsuo: 

"No feriadão do Dia do Trabalho, fui passear em Lima, Peru com minha esposa. Fomos muito bem recepcionados pelo Richard Yagi, diretor da juventude da Associação Peruana Japonesa, e pelo Jaime Miyashiro, que foi Representante da Geração Futura no 5th Uchinanchu Taikai. Fomos também ao Undokai da Associação Peruana Japonesa, que é um enorme evento, um misto de Undokai, Matsuri e encontro anual da comunidade Nikkei do Peru. Lá nos encontramos com ex-bolsistas de diversos shichosons e kenpis, de todos os anos.  Convidei-os para o Wakamono Uchinanchu Taikai, e se mostraram muito interessados.






Uma coisa que achei diferente do Brasil, é que muito poucos falam o idioma japonês, devido a proibição imposta a idiomas estrangeiros no passado. Mas a identidade nikkei é muito forte, e eles são muito unidos, e tem orgulho de serem nikkeis. A maioria destes nikkeis são descendentes de okinawanos.

Também visitamos a Associação Okinawense do Peru, e contaram como funcionam, e vi que tem várias dificuldades comuns a nosso kenjinkai do Brasil.
Outro local que nos apresentaram foi a Associação Peruana Japonesa, que equivale ao nosso "Bunkyo". Ficamos impressionados com a estrutura e funcionalidade. Eles tem clínicas médicas, diversos cursos, cooperativas de crédito, assistência aos idosos, restaurantes e Museu da Imigração. Neste museu havia uma exposição especial temporária, coordenada pela Sharon Yara, com o tema Imigração de Okinawa no Peru. Ficamos impressionados com a qualidade da iluminação, montagem, e principalmente de pesquisa. 


Finalmente, no último dia, Richard nos convidou para um jantar típico peruano em sua casa, junto com ex-bolsistas de Nakagusuku-son e amigos de outros sonjinkais. Agradecemos mais uma vez à recepção calorosa, bem ao estilo "Ichariba choode", porque não os conhecia pessoalmente, exceto Jaime que encontrei apenas uma vez em Okinawa. Também reforço o convite para virem ao Brasil, conhecer a nossa comunidade durante o Wakamono Uchinanchu Taikai em julho."



Programação
O objetivo das atividades é o intercâmbio e o fortalecimento da rede uchinanchu. As atividades visam a integração dos participantes. Basta a vontade de partcipar!
Haverá diversas atividades, sendo que a principal será a Conferência Internacional, na qual serão discutidos os encontros dos próximos anos, além de apresentar as atividades e planos de cada país em relação à juventude e a identidade uchinanchu. As principais atividades acontecerão na parte da noite, para que os jovens brasileiros que trabalham durante o dia também possam participar.

Home stay
Na noite do dia 26 está previsto o home stay (hospedagem) na casa de uma família uchinanchu, para que os jovens que vêm de fora possam conhecer um pouco a vida de uma família uchinanchu no Brasil. Por isso, estamos cadastrando famílias que possam participar do home stay.
Data: 26/07 – quinta-feira
- A família precisará buscar o hóspede na AOKB (quinta-feira à noite) e, na manhã seguinte, levá-lo de volta.
- Informar a quantidade de hóspedes que poderá receber
Lembramos que é uma ótima oportunidade para as famílias, que poderão conhecer e estabelecer laços de amizade com jovens uchinanchus de outros países. 
As famílias que quiserem participar, entrem em contato com: urizun.br@gmail.com


terça-feira, 29 de maio de 2012

O que você comia em Okinawa?

A alimentação é essencial para a sobrevivência, mas também é uma esfera pela qual podemos conhecer muito sobre uma cultura. Neste post falaremos sobre as experiências alimentares dos ex-bolsistas. Okinawa, apesar de ser um pequeno arquipélago, tem uma culinária rica e variada, que vai muito, muito além do Okinawa sobá e do goya champuru!

Lais Miwa Higa (bolsista de Nakagusuku-son 2011) conta que: “Em casa, eu comia o que o oji plantava, principalmente goyá e pimentão. Sooki don era meu prato preferido, e também Okinawa sobá com o osso da costelinha derretido. À noite, comia um monte de tsumami enquanto bebia awamori. Um que eu gostei muito, mas disseram que eu parecia ojisan porque comia isso era o icha gari gari, um biscoito de lula muito, muito duro. Comia sempre também eda mame. Nos matsuri sempre comia okonomiyaki. Também amei o sashimi de cavalo. Culinária coreana e havaiana é muito famosa lá. O yakiniku de Ishigaki é o melhor. E o barbecue de Okinawa é muito estranho... tirinhas bem fininhas de carne banhadas em molho tare e um mooooooooonte de cogumelo >< mas era bem divertido^^ Nos eventos da prefeitura ou reuniões de família em casa, o povo sempre comprava umas bandejas enormes com sushi, sashimi, legumes cozidos, salsicha, tempurá... O tempero é sempre meio adocicado, por isso as pizzas de pepperoni são as melhores^^ E awamori com café é bom para não dar ressaca. Dentre minhas bebidas preferidas: sanpincha bem gelado, café com leite em latinha e chu hi de limão!”

Sanpin-cha - o chá mais popular de Okinawa
Aurora Kyoko Nakati, bolsista de Motobu-cho 2010, relata: “Comi um soba de inoshishi num hotel em Motobu, era muito gostoso, mas gorduroso. Tem também o papaya chanpuru, no começo achei estranho pq imaginamos a fruta madura e doce, mas eles usavam o fruto verde, então ficava parecido com chuchu ^^ Eu gostava de comer fu- chanpuru e so-min também! Uma coisa que eu comia sempre na faculdade era o oniguiri de po-ku com maionese, tem em konbini tb!!! Uma vez eu vi até num programa de TV, pois é uma coisa que só dá pra comer em Okinawa!! Uma coisa que eu não como é miúdos, coração e etc, mas quando comi Nakami juru não sabia do que era feito e adorei, mesmo quando soube que era feito de tripa de porco!!! Não posso esquecer dos Sata- Andagi- de Beni imo, kurozato, kabocha...só de falar está dando água na boca XD”

Um prato muito lembrado pelos bolsistas é o taco rice, receita que mistura carne, queijo, alface e tomate dos tacos mexicanos com o arroz japonês. Diz-se que foi criado em Okinawa nos anos 60, na cidade de Kin, onde há forte presença de militares americanos. Rosana Ichi Higa conta que “Quando batia aquela fome de madrugada, ia no King Tacos comer taco rice. Tão natsukashii que no ano passado (durante o Uchinanchu Taikai), voltei lá com o pessoal do WYUA (World Youth Uchinanchu Association). Só que foi uma decepção. Eles mudaram o chilli sauce.” Além disso, Rosana também diz que “adorava comer chuka-don e nasumisso itame do Minami Shokudo, perto da Ryudai, aonde a minha amiga Miriam Assami Sanabe fazia baito”. Lucia Matsudo também lembra do taco rice, além dos bentos do Hoka Hoka Tem, de um Steak House em Chatan ou Kadena, um restaurante de kare rice em Sunset Beach e o restaurante Pollo Rico, em Nishihara.

Taco rice
Mesmo que aqui no Brasil estejamos familiarizados com algumas comidas de Okinawa, há outras que nem imaginamos comer, como conta Karina Satomi Matsumoto, bolsista de Kadena-cho 2008: “uma das coisas mais diferentes que comi em Okinawa foram os doces feitos com sal. Parece estranho, mas é muito gostoso! O sorvete de sal comi em um festival em Yomitan, algumas pessoas colocavam até shoyu... E o chocolate comi em Ishigaki, dava até pra ver as pedrinhas de sal, muito bom!”


Chocolate de sal - "shio chokoretto"
Já para Tchitose Sanabe: “O mais inusitado que eu comi por lá foi Dolphin Steak (hiitu suteeki/carne de golfinho), tradicional na região de Motobu. Como é? Pois a aparência é de bife mesmo, a textura é de atum em lata e o sabor é de figado. Concluí que golfinho é melhor ver no Kayoohaku que no teu prato.”

Não só algumas comidas, mas também costumes podem causar estranhamento nos brasileiros que visitam Okinawa. Como conta Tchitose, “O shiimii é uma tradição muito estranha para os brasileiros: é literalmente um piquenique na frente do ohaka. Muito parente, muito gochisoo, awamori e sanshin para homenagear os antepassados.”

Com tanta comida diferente, é comum sentir saudades da comida da terra natal. Ana Luisa Nakamoto (bolsista de Urasoe-shi 2007) passou por isso: "Teve uma fase do meu kenshuu, em 2007, que eu senti saudade de comer feijão brasileiro, mas não encontrava de jeito nenhum. Olhava para aquele gohan de microondas e pensava como ele ficaria ótimo com um feijão preto, ou feijão com bacon... Cheguei a comer zenzai achando que era do jeito que preparamos aqui (até descobrir que era doce). Um dia, em uma excursão para yanbaru (norte de Okinawa), me levaram para comer num shokudou de comida brasileira e...tchan tchan tchan tchan, lá estava uma feijoada!!! A oba-san que cuida da cozinha viveu no Brasil por mais de trinta anos. Foi engraçado ver colegas japoneses comendo aquele feijão sem misturar com o arroz, como se fosse uma sopa. Mas entendo a confusão: estava aguado, a carne separada, e pouco temperado. Mas as histórias da oba-san eram incríveis!"
Restaurante de comida brasileira em Okinawa
Um doce muito lembrado foi o famoso sorvete do Blue Seal, empresa que começou em 1948 vendendo alimentos para atender a demanda dos americanos em Okinawa. Hoje, possui sorvetes em sabores típicos da ilha, como cana-de-açúcar, beni imo e shikwasá. Tchitose lembra: “E o sorvete do Blue Seal? Era parada obrigatória em toda saída no verão. Adorava o de beni imo.”


Sorvete do Blue Seal
E, Daniella Nakao conta que comia, “fora o okinawa sobá, karê rice tonkatsu, tempurá de camarão, okonomiyake, sorvete de matchá...rsss... gatimayá total (engordei 5kg em 6 meses!)”


E, pra terminar o post... Você conhece o bolo "Castela" (ou Kasutera, ou Kashitira)?? De acordo com a Wikipedia:
"O castella ou kasutera (カステラ) é um popular bolo japonês feito à base de açúcar, farinha, ovos e xarope de milho, muito apreciado em festividades e como comida de rua. De origem portuguesa, é semelhante ao pão-de-ló, e é hoje uma especialidade tradicional de Nagasaki. O bolo foi trazido inicialmente por mercadores portugueses no século XVI. O seu nome procederá do português pão de Castela, existindo tipos parecidos de bolos chamados de forma similar, como o francês pain d'Espagne, o italiano pan di Spagna e o grego pantespani, sendo que o reino de Castela abarcava o centro da Espanha. Outra teoria refere que o nome pode ter origem no facto de o bolo ser preparado com claras batidas "em castelo".

O assunto sobre o kasutera surgiu esses dias no grupo de e-mails do Urizun quando a ex-bolsista de Urasoe Liana Nakahodo enviou uma receita deste bolo dizendo que é muito conhecida em Campo Grande, e que a receita parece "bem uchinanchu" e que é importante divulgá-la para que não se perca. Confira:

'CASTERA'
- 1 rapadura
- 1 litro de água
- 950g de trigo aproximadamente ( 1 kg menos um punhado)
- 1 colher (sopa) de margarina/manteiga bem cheia
- 1 colher (sopa) açúcar
- 1 colher (sopa) bicarbonato de sódio bem cheia
- 1 a 2 colheres (sopa) gengibre ralado
Colocar a rapadura inteira na água fria e levar ao fogo até ferver, mexendo pra desmanchar bem a rapadura.
Tirar do fogo. quando morno, juntar a manteiga, o açúcar e o bicarbonato. Nesse momento a massa incha por conta do bicarbonato. Passar tudo por uma peneira pra retirar eventuais pedaços que não derreteram.
Colocar trigo e mexer bem. Por último, o gengibre.
Colocar em assadeira grande untada e enfarinhada. Sobre a massa, gergelim preto ou branco, se quiser.
Fogo alto por 45 min a 1 hora.

Mesmo tendo origem ibérica, o kasutera, como tantas outras comidas, foi sendo adaptado ao ser disseminado pelo mundo afora. Tchitose Sanabe diz que é curioso observar que, mesmo sendo um doce de origem ocidental (yoogashi), nos livros de culinária e sites japoneses ele está na sessão de doces japoneses (wagashi), mostrando como foi incorporado pela cultura japonesa. Em Okinawa se usa rapadura em muitos doces, como sataa andangui, muuchi e poopo, sendo essa uma explicação para esse kasutera ser considerado uma receita uchinanchu!
Kokutou kasutera - castela de rapadura
Tetsuo Higa lembra que há ainda outras variedades de kasutera, como as cozidas sobre folhas de sannin gaasa (a mesma de nantuu muuchii) e as massas com fuuchiibaa. E ainda lembra que diversos outros pratos são influências de outros países: "Lamen, veio da China, e Okinawa soba é uma variação de lamen; chanpurú veio da Malásia; tenpurá é português; karee raisu é tempero indiano com carne americana; pooopoo deve ser crepe, gallete ou pancake; sanpincha é shiang ping cha e takoraisu é taco texmex." Nada é exclusivo de um lugar!

E você, qual é o seu prato preferido da culinária okinawana?


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Konshinkai 2012

Pessoal, está chegando o Konshinkai 2012! Estão todos convidados!

Inscrições em: http://bit.ly/IGTHJg



Saiba mais sobre a arte do cartaz, confeccionado pelo ex-bolsista Cláudio Yoshio Niigaki:


O desenho é a representação gráfica de umas das partes do Castelo de Shuri, o 瑞線門 (zuisenmon) , que se encontra nas vias de acesso até a principal entrada do castelo. Parti de uma foto que eu mesmo tirei durante meu kenshu em Naha.
Após retornar de Naha queria fazer uma pintura sobre o castelo, daí resolvi fazer um estudo no meu sketchbook (era para ser um estudo rápido, mas acabou levando um dia inteiro...risos) em aquarela e nanquim para saber quais resultados poderia ter.
Daí a Meilian Higa me chamou para fazer a arte do pôster de divulgação do Konshinkai e após outros estudos, acabei optando por reaproveitar a arte do meu sketchbook com algumas adaptações no Photoshop e Illustrator.
Primeiro refiz o traço do desenho, levei para o Illustrator e usei o Live Trace "Inked Drawing Logo". Baseando no desenho do sketch e na foto colori no Photoshop. Para montar o pôster, cheguei a baixar algumas fontes tipográficas para o texto e pedi para que a Eliane Katsumi me enviasse o logo vetorizado do Urizun.
Entre pensar e montar a arte levei dois dias, revendo algumas ferramentas do Photoshop e Illustrator, além de refazer o desenho algumas vezes para que ele pudesse encaixar na arte e conversar com o texto.
Apesar de algumas falhas na arte, foi um trabalho divertido de se fazer, onde pude aprender novas ferramentas e também pude contribuir com o Urizun cujo esforço de seus membros tem contribuído e muito em manter vivo o programa de bolsas de Okinawa. Espero poder fazer melhor num próximo trabalho.


Cláudio Yoshio Niigaki foi bolsista pela cidade de Naha pelo ano fiscal de 2010. 
Tem 25 anos, é formado em Artes Plásticas pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e atualmente estuda para se tornar Ilustrador na Quanta Academia de Artes. Seus interesses são Quadrinhos, Ilustração, Fotografia, Cultura de Okinawa, língua japonesa e Artes Marciais.

sábado, 21 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Vamos cantar em uchinaaguchi!

Quer aprender uchinaaguchi?? 
Assista aos videos “Let’s sing Uchinaaguchi” (“Vamos cantar em Uchinaaguchi!”, em português), de autoria de Brandon Ing (música), Katsumi Gushiken (desenho) e Igor Shin Moromisato (animação), que foram bolsistas em Okinawa. 



Veja os videos em:

    Brandon Ing nasceu no Havaí, descendente de chineses e uchinanchus. Chegou em Okinawa em 2009 como kenpiryugakusei na Universidade de Artes (Geidai), estudando junto com Shin. Sempre quiseram fazer uma animação em parceria, e a oportunidade surgiu quando Brandon compôs essa música. 
    Como professor de inglês da 6ª série, ele tinha dificuldade em utilizar algumas músicas para ensinar seus alunos, por serem difíceis ou não tão interessantes, e começou a pensar em compor. Ao mesmo tempo, havia uma discussão entre os professores sobre como seria bom se fosse ensinado uchinaguchi na escola, o que era inviável por falta de tempo. Assim, compôs uma música para ensinar inglês e uchinaguchi
    Brandon convidou Shin, que é animador e ilustrador freelancer para fazer a animação. E Shin, que conhecia Katsumi através das atividades do Urizun, chamou-a para participar, já que é ilustradora também. 
    Os três fizeram o trabalho pensando na importância do uchinaguchi. Katsumi observa que “a questão da preservação do uchinaguchi está se tornando cada vez mais presente nos circulos culturais, devido a iminência do desaparecimento, já que não está sendo passado para as novas gerações.” 
    Para Brandon, o uchinaguchi, também é uma forma de preservar a lembrança de seus avós (uyafafuji), que passaram por diversas dificuldades quando chegaram no Havaí. E diz que, como “uchinanchu” é uma palavra em uchinaguchi, caso esta língua desapareça, a palavra “uchinanchu” desaparecerá, e consequentemente, nós, uchinanchus, também desapareceremos. 
    Shin relata que não fez o video movido só pelo pensamento de proteger, mas como vê a cultura em geral de Okinawa como sendo muito rica e peculiar, dá prazer de divulgar e se inspirar. Da mesma forma, Katsumi diz que “com prazer contribui para a criação desta animação para passar o conhecimento da lingua de uma maneira didática e divertida”. 
    Como lembra Shin, é interessante observar que os três participantes do vídeo são ex-bolsistas, “o que mostra a relevância das bolsas de estudos para o fortalecimento da cultura de Okinawa”.


domingo, 4 de março de 2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Iscrições para a bolsa Kenpi Ryugaku

Prezados Senhores



Comunicamos que estão abertas as inscrições para a bolsa de
estudos de Kenpi Ryugaku (bolsa oferecida pela província de
Okinawa), com duração de 12 meses para o ano letivo de 2012.


Quaisquer dúvidas entrar em contato com a secretaria.



Att,



Mayumi China

Associação Okinawa Kenjin do Brasil

Rua Dr. Tomás de Lima, 72 - Liberdade - São Paulo - SP

Tel: (11) 3106-8823 / Fax: (11) 3241-0874

E-mail: brasil@okinawa.org.br

Twitter: twitter.com/OkinawaKenjin

Bolsa Naha-shi Kenshuusei 2011

Data: 26 de novembro de 2011 (sábado)
Horário: a ser confirmado
Local: Associação Okinawa Santa Maria
Rua João dos Santos Abreu, 755. Vila Nova Cachoeirinha (próximo à maternidade de Cachoeirinha)
Período: dois meses
Embarque: devido ao Uchinanchu Taikai, a bolsista do ano fiscal 2011, excepcionalmente este ano, embarcará em janeiro/2012

Requisitos:
- ser descendente de Naha (ter parente residente em Okinawa)
- ter entre 18 a 40 anos
- conseguir se comunicar em japonês
- ter interesse pela cultura okinawana

Atividades do kenshuu:
- praticar atividades ligadas à cultura okinawana
- oportunidade de estagiar em alguma empresa ligada à sua formação
- visita a escolas, para falar sobre o Brasil
- visita a pontos turísticos, com o intuito de conhecer a história de Okinawa

Qualquer dúvida entrar em contato com:
katia.akamine@gmail.com (Katia Miyuki - Naha/2006)
miyuki.teruya@gmail.com (Miyuki - Naha/2008)
clyoshio@gmail.com (Cláudio - Naha/2010)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Uchinanchu Taikai dia 12

Hoje tivemos o pre-evento: Desfile das comitivas


terça-feira, 4 de outubro de 2011

V Uchinanhu Taikai

Este mês será realizado, em Okinawa, o V Festival Mundial Uchinanchu, com mais de 5mil estrangeiros, sendo mais de 1 mil só do Brasil!
Como o Urizun não poderia ficar de fora, estremos em 26 bolsistas e ex-bolsistas participande desta grande festa!
Aguardem os posts!

sábado, 10 de setembro de 2011

Jantar comemorativo da independência do Brasil (em Okinawa)

Foi realizado no sábado, dia 10 de setembro de 2011, no salão de reuniões do alojamento para estudantes estrangeiros da universidade de Ryukyu, um jantar comemorativo da independência do Brasil, organizada pelos membros do Urizun que residem em Okinawa.

As portas foram abertas a partir das 18 horas, e tendo início as 19 horas cantando o hino nacional e o japonês (em consideração à nação hospedeira).
O sr. Yonashiro do Brasil Kyokai, sr. Terukina da comissão do Uchinanchu taikai e o professor Machida da universidade de Ryukyu fizeram um pequeno discurso.

No jantar, no qual foi servido feijoada, preparada pela Janete, uma brasileira que reside em Nago, Aurora, Akira e Azusa, compareceram 51 pessoas. Bolsistas e ex-bolsistas do shichoson, além de Kenpi também compareceram, trazendo seus amigos.




Aurora, Azusa, Akihide e Akira aprontando na cozinha

À esquerda, Onaga-san, que fez a decoração






À direita, 2 jornalistas perdidos

Professor Machida