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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Vamos cantar em uchinaaguchi!

Quer aprender uchinaaguchi?? 
Assista aos videos “Let’s sing Uchinaaguchi” (“Vamos cantar em Uchinaaguchi!”, em português), de autoria de Brandon Ing (música), Katsumi Gushiken (desenho) e Igor Shin Moromisato (animação), que foram bolsistas em Okinawa. 



Veja os videos em:

    Brandon Ing nasceu no Havaí, descendente de chineses e uchinanchus. Chegou em Okinawa em 2009 como kenpiryugakusei na Universidade de Artes (Geidai), estudando junto com Shin. Sempre quiseram fazer uma animação em parceria, e a oportunidade surgiu quando Brandon compôs essa música. 
    Como professor de inglês da 6ª série, ele tinha dificuldade em utilizar algumas músicas para ensinar seus alunos, por serem difíceis ou não tão interessantes, e começou a pensar em compor. Ao mesmo tempo, havia uma discussão entre os professores sobre como seria bom se fosse ensinado uchinaguchi na escola, o que era inviável por falta de tempo. Assim, compôs uma música para ensinar inglês e uchinaguchi. 
    Brandon convidou Shin, que é animador e ilustrador freelancer para fazer a animação. E Shin, que conhecia Katsumi através das atividades do Urizun, chamou-a para participar, já que é ilustradora também. 
    Os três fizeram o trabalho pensando na importância do uchinaguchi. Katsumi observa que “a questão da preservação do uchinaguchi está se tornando cada vez mais presente nos circulos culturais, devido a iminência do desaparecimento, já que não está sendo passado para as novas gerações.” 
    Para Brandon, o uchinaguchi, também é uma forma de preservar a lembrança de seus avós (uyafafuji), que passaram por diversas dificuldades quando chegaram no Havaí. E diz que, como “uchinanchu” é uma palavra em uchinaguchi, caso esta língua desapareça, a palavra “uchinanchu” desaparecerá, e consequentemente, nós, uchinanchus, também desapareceremos. 
    Shin relata que não fez o video movido só pelo pensamento de proteger, mas como vê a cultura em geral de Okinawa como sendo muito rica e peculiar, dá prazer de divulgar e se inspirar. Da mesma forma, Katsumi diz que “com prazer contribui para a criação desta animação para passar o conhecimento da lingua de uma maneira didática e divertida”. 
    Como lembra Shin, é interessante observar que os três participantes do vídeo são ex-bolsistas, “o que mostra a relevância das bolsas de estudos para o fortalecimento da cultura de Okinawa”.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

APLP Fellowship Announcement, 2010-2011



Um breve relato do programa:

O programa APLP - Asia Pacific Leadership Program (Programa de Liderança da Ásia do Pacífico) este ano conta com a participação de 40 pessoas de 21 países. O programa endereça basicamente três questões: 1- O que está ocorrendo na Ásia do Pacífico; 2- Quais são as competências de liderança requeridas; 3- Onde você, enquanto líder, se encaixa.

Para a primeira fase do programa temos conteúdos globais relacionados a Economia, Educação, Meio ambiente, Setor Privado, Terceiro Setor, Empreendedorismo, Política e assim por diante. Por se tratar de um programa da Ásia do Pacífico, focamos nossas discussões em torno dessa dimensão geográfica.

Também aprendemos muito sobre aspectos de liderança, como trabalho em equipe, processo decisão consensual, técnicas de apresentação, rede de contatos, técnicas para utilizar em debates, liderança adaptativa. O programa contempla tanto a parte teórica dos temas, quanto a parte prática, na qual elaboramos planos de ações fazemos o acompanhamento e revisões quando necessário.

Além disso tivemos a oportunidade de viajar para Okinawa e China, onde pudemos explorar a cultura okinawana e chinesa por 20 dias. Em Okinawa, visitando pela primeira vez, passamos 5 dias e lá encontramos pessoas magníficas que fizeram com que nos sentíssemos em casa. Participamos do Naha Matsuri, Tsunahiki e foi interessante observar todo o ritual presente neste festival. Tivemos a experiência super especial de fazermos o caminho inverso de nossos avós, visitando suas respectivas terras de origem, então fomos à Itoman e Tomigusuku (Marvin) e Nakijin (Daniel) onde encontramos nossos parentes e tivemos descobertas sobre nossas origens, o que é uma experiência indescritível. Estamos aprendendo muito sobre a cultura Uchinanchu e a força que ela tem enquanto comunidade.

Ainda tivemos a opção de participar de uma viagem para Nova Iorque e Washington onde há visitas a organizações internacionais e conheceremos pessoas de várias áreas.



Enfim, o programa proporciona um aprendizado intenso em curto espaço de tempo, e sem esquecer de que o Hawaii é um lugar maravilhoso, não só para visitar como turista, mas como para estudar também. Fomos muito bem acolhidos pela comunidade Uchinanchu em Honolulu, e somos particularmente gratos às pessoas do Worldwide Uchinanchu Business Association que nos concedeu esta bolsa de estudos e mais que isso, a oportunidade ímpar de desfrutar desta experiência e conhecer pessoas e lugares que nunca imaginei ser possível ter contato.



Daniel Taminato, 26, de Curitiba, esteve em 2009 no Hawaii.