quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Resultado da Rifa


Os ganhadores da rifa foram:



1o: TV: Dirce Kuniyosi


2o: Blu-Ray: Paulo H. Arashiro

Foto do sorteio: Hideaki Gushiken, Erika Tsukayama, Simone Zakabi e Tetsuo Higa


Muito obrigada a todos que colaboraram!! =)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

1º Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai


1º Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai

Entre os dias 25 e 29 de julho aconteceu no Brasil o 1º Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai (Encontro Mundial de Jovens Uchinanchus). Durante cinco dias, jovens uchinanchus de diversas partes do mundo puderam trocar experiências acerca de diferenças e semelhanças em relação a suas identidades como uchinanchu.
Participaram 80 pessoas do Brasil, 19 de Okinawa, 13 da Bolívia, 23 do Peru, 10 da Argentina e 3 dos Estados Unidos. Em alguns dias, ainda estiveram presentes 6 okinawanos que vieram participar do Home Stay Program promovido pelo Governo de Okinawa e mais alguns professores okinawanos, com subsídio da JICA.

Primeiro contato com São Paulo
Um dia antes do início das atividades oficiais do evento, foi realizado um City Tour pelo centro de São Paulo, com cerca de 50 estrangeiros. Andamos pela Praça da Sé, passamos pelo Teatro Municipal, subimos no Edifício Martinelli, entramos no Mosteiro de São Bento, fomos ao Pátio do Colégio, comemos no Mercadão e visitamos o Museu da Imigração Japonesa (Bunkyo).

Conhecendo melhor os Shichoson
O Wakamono Uchinanchu Taikai foi uma grande oportunidade de fortalecer os laços de shichoson. Aproveitando a presença dos visitantes, as associações de shichoson se organizaram e fizeram jantares de recepção a seus shimanchus. Participaram: Chatan, Ginoza, Haebaru, Kin, Kitanakagusuku, Motobu, Nago, Naha, Nakagusuku, Nishihara, Okinawa-shi, Urasoe, Uruma, Yomitan.
Durante o evento, participamos de uma “atividade de shichoson”, que consistia em desenhar num cartaz o que existe de relevante nas cidades de Okinawa das quais descendemos. Foi muito interessante, pois os que já conhecem as peculiaridades de seu shichoson puderam ensinar um pouco àqueles que não conhecem muito bem, despertando o interesse pelo tema. Foram retratadas características naturais, turísticas, culinárias, históricas etc. Houve a votação do melhor desenho, que foi o de Naha.

Campeonato de Vôlei
Primeira atividade do evento, foi realizada na quadra localizada no andar superior da AOKB. Algumas equipes estavam melhor preparadas, outras menos, mas o resultado final foi a integração dos participantes. A equipe vencedora foi a Bolívia!

A imigração uchinanchu
Através de duas atividades pudemos conhecer um pouco mais sobre a história dos imigrantes que saíram de Okinawa e construíram suas vidas em outros países. No Festival de Curtas Metragens, vimos 7 filmes feitos pelos próprios participantes, que trataram de diferentes maneiras o tema da imigração – focando temas como história, identidade, cultura. Também assistimos ao consagrado documentário “Hia Sa Sa - Hai Yah” (1983) de Olga Futemma, diretora da Cinemateca Brasileira, e ouvimos um pouco sobre sua história.
Na atividade “World Thinking”, cada país fez uma apresentação sobre a imigração em seu país, falando sobre o passado, o presente e o futuro. Pudemos perceber diferenças e semelhanças no modo como se deu a imigração em cada país, como também quais atividades relacionadas à cultura uchinanchu são desenvolvidas entre os jovens, e o que se espera do futuro.

A língua de Okinawa: Uchinaguchi
Como forma de cultivar a língua (e não dialeto) de Okinawa, foi realizado o karaokê em uchinaguchi. Cada país teve que apresentar músicas de seu país utilizando trechos em uchinaguchi, ou músicas em uchinaguchi com trechos em outro idioma. O resultado foi um show com muita criatividade e animação. Os brasileiros participaram com as músicas: “Ai se eu te pego” (Ya kachimine), “Festa no apê” (Yaawu ti suuji), “Eu quero tchu, eu quero tcha” (Eu quero iya, eu quero sa, eu quero ya sasa, ya sasa, yasasa yasasa), “Imagine” (Kangeetii), e “Haisai Ojisan” (E aí, tiozinho).

Uchinanchus no Brasil
Os estrangeiros, divididos em grupos, também visitaram algumas empresas, procurando conhecer um pouco da trajetória de empresários uchinanchus bem-sucedidos. Passaram pelas confecções do Brás, pela Vila Carrão e pelo Grupo Okinalar de Ferragens.
Para conhecer o lado mais familiar dos uchinanchus no Brasil, os participantes de Okinawa realizaram um “home stay de um dia”, estreitando laços com famílias brasileiras.

Conferência Internacional
A Conferência Internacional foi realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo no dia 28. Foram discutidos três temas principais: network uchinanchu, uchinaguchi e continuidade da cultura de Okinawa.

Jantares
Além das atividades para os participantes do Wakamono, também foram realizados dois jantares para demais convidados: Jantar de Abertura e Jantar de Encerramento. No primeiro, foi realizado um concurso de artes tradicionais de Okinawa, que teve como vencedora a apresentação da Argentina. No Encerramento, cada equipe apresentou uma dança típica de seu país.

Kyodo Matsuri
No último dia do Wakamono Taikai, os participantes foram ao Eisá Matsuri e Kyodo Matsuri, um dos maiores eventos da comunidade uchinanchu no Brasil. O pessoal de Okinawa apresentou a dança do grupo Ryukyu Stomp e os peruanos também fizeram uma apresentação musical. No Miss Ryuso, participaram 3 estrangeiras: Aya Toyosato (Okinawa), Mana Asato (Bolívia) e Yuri Yasuoka (Peru).

A partir de agora
Durante o evento inteiro, foi notável a preocupação dos jovens em dar continuidade à cultura de Okinawa. Tanto nas discussões como nas conversas informais, o tema da valorização da identidade uchinanchu apareceu bastante. Para dar continuidade às nossas discussões e aos laços de amizade, ano que vem será realizado o 2º Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai nos Estados Unidos.
Pensando nesse processo que teve início ano passado, o Professor Daiya Miyazato, de Okinawa, disse: “no 5º Uchinanchu Taikai vocês mudaram a história de Okinawa… Agora, vocês mudaram a história dos uchinanchus do mundo inteiro!” 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Festival de Curta - Metragens


1º Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai

O que é o Wakamono Uchinanchu Taikai? Leia no post:
Programação:
Inscrição:



Festival de Curta - Metragens

– Regulamento-

-Participação-


Tema: O curta-metragem deverá ter como tema, central ou de fundo, a 
Imigração Okinawana no país de origem do autor. Sua abordagem pode 
abranger aspectos da cultura local bem como o entrelaçamento desta 
com a cultura e costumes trazidos e mantidos pelos imigrantes
okinawanos em seu país. Poderão se inscrever documentários, animações
e outras variedades de expressão artística dentro dos critérios estabelecidos
neste regulamento.


1- Duração total dos curtas-metragens (incluindo os créditos) devem ser
entre 30 segundos e 10 minutos.


2- O Festival de Curta – Metragens é aberto a todos os participantes do
evento, incluindo membros de outras comissões (do Brasil e demais
países) sendo que:
2.1: Os filmes de membros da Comissão Organizadora do Festival
de Curtas-Metragens do Brasil não concorrerão ao prêmio.
3- Para o Festival de Curtas enviar junto com a inscrição, enviar cópia da
inscrição realizada para o 1º Sekai Wakamono Uchinanchu
Taikai confirmando que é participante do evento ,ou membro de uma
das comissões do evento (Brasil e demais países).



- Sobre os curta - metragens -


1- Os Curtas devem obedecer os seguintes formatos:
Tamanho: entre 80MB e 500MB
Fomarto: .avi
2- A forma de envio dos curtas será divulgada posteriormente.
3- Caso haja possibilidade, solicitamos que os autores legendem seus vídeos
em um idioma que não seja o do próprio país.
4- Serão aceitos trabalhos produzidos em qualquer formato (VHS,
Betacam, Dvcam, Minidv, HDV, película, etc.) e qualquer técnica
(ficção, documentário, animação 3D, Stop Motion, vídeo clipe, etc)
desde que finalizados e convertidos em formato .AVI com boa
qualidade técnica para exibição.:
4.1:Os trabalhos NÃO PODEM SER DE CARÁTER COMERCIAL, ou com
finalidade publicitária, ou de promoção a pessoas físicas, jurídicas.
- Seleção -
1- Serão selecionados para exibição os curtas-metragens que
respeitarem o tema citado na cláusula Participação.1 e cuja duração
tenham de 30segundos a 10min.
2- Os curtas-metragens deverão ser enviados até o dia 13/07
3- Não poderão participar da premiação os curtas-metragens cujos
autores façam parte da Comissão Organizadora do Festival de
Curtas-Metragens do Brasil.
4- A forma de seleção para o Filme de Abertura será decidida entre os
membros da Comissão Organizadora do Festival de Curtas.
5- Será retirado da seleção o filme que tenha sua autoria questionada ou
tendo um alto grau de plágio. O mesmo se aplica no caso dos filmes
selecionados e premiados.
A seleção se dará por uma banca composta por membros de várias áreas
acadêmicas. Na escolha dos vídeos concorrentes e no julgamento durante o
festival serão considerados o argumento, a criatividade e a qualidade técnica
e artística das produções.


- Premiação -


Haverá duas formas de premiação: Votação Popular e Júri Técnico.
1- A premiação do Júri Técnico premiará com três colocações, obedecendo o
seguinte critério:
1° lugar- Medalha de Ouro
2° lugar -Medalha de Prata
3° lugar-Medalha de Bronze
2- O filme vencedor da Premiação Popular receberá menção honrosa e uma
medalha de ouro. Em caso de empate, caberá ao Júri Técnico a escolha do
vencedor.
3- O filme que abrirá o Festival receberá menção honrosa, assim como o
filme que ganhar a votação popular.
4- Havendo poucos inscritos, elimina-se o segundo e terceiro lugar do Júri
Técnico, mas mantendo a votação popular.


-Considerações Finais-


Os Direitos Autorais e de uso dos autores serão devidamente respeitados.
Cada proponente, no ato da inscrição, declara (através do termo de
responsabilidade em anexo) que todos os elementos ou qualquer tipo de
trabalho utilizados ou incluídos no vídeo inscrito não violam qualquer direito
de uso de imagem ou de propriedade intelectual de terceiros, concordando
em assumir exclusiva responsabilidade legal por reclamação, ação judicial ou
litígio, seja direta ou indiretamente, decorrente da exibição ou uso dos
trabalhos.
Para os videos selecionados a Comissão Organizadora se reserva no direito
de utilizar os videos (premiados ou não) em prol do evento – promoção do
evento, divulgar futuras edições, utilizar trechos dos curtas em propagandas,
artes para flyer, pôsteres, comercialização etc.
-Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Comissão
Organizadora do Evento-
-Havendo necessidade, a Comissão Organizadora se reserva no direito de
alterar os termos deste regulamento.


Inscrições no Festival de Curtas e dúvidas, entrar em contato
pelo e-mail clyoshio@gmail.com (a/c Cláudio Yoshio Niigaki).


-1° Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai (Brasil, 2012)
Festival de Curta Metragens
Cláudio Yoshio Niigaki – Curador

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Wakamono Uchinanchu Taikai - Programação


1º Encontro Mundial de Jovens Uchinanchus no Brasil

1st Worlwide Youth Uchinanchu Festival in Brazil

第1回世界若者ウチナーンチュ大会

Dai Ikkai Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai


O que é o Wakamono Uchinanchu Taikai? Leia no post:

Inscrições
As inscrições estão abertas!!
 Inscreva-se no link:
http://goo.gl/PFKeI

1º lote (150 primeiros inscritos): R$ 200,00 
2º lote: R$ 250,00  
Data limite de inscrição: 30/6/2012

**ATENÇÃO: a inscrição só será efetivada após o pagamento e o envio do comprovante! **


‎*** Esclarecimento sobre o valor da inscrição ***
Nos R$ 200,00 estão inclusos todos os custos com a infraestrutura do evento (som, limpeza etc etc). O valor também cobre a alimentação (almoço e jantar todos os dias em que houver atividades), inclusive o Jantar de Boas-Vindas e o Jantar de Encerramento.
Só não está incluso (para brasileiros): ônibus para Diadema e alimentação no Kyodo Matsuri.

Dia 24/6/2012 (domingo) haverá um "Pré-evento", no qual conversaremos mais detalhadamente sobre a programação e sobre a participação dos brasileiros em cada atividade. Será no Centro Cultural Okinawa do Brasil (Diadema). Horário a confirmar (será à tarde).
Pré-evento adiado! Quando as inscrições forem encerradas, marcaremos uma nova data.


Programação 
O objetivo das atividades é o intercâmbio e o fortalecimento da rede uchinanchu. As atividades visam a integração dos participantes. Por isso, o Campeonato de Voleibol, o Artesanato de shisá, o Festival de Curtas Metragens, o Karaokê etc, tem caráter amador. Basta a vontade de participar!
As principais atividades acontecerão na parte da noite, para que os jovens brasileiros que trabalham durante o dia também possam participar. 


* Não estão previstos transporte e alimentação no dia 29/07 (Kyodo Matsuri)

** Programação sujeita à alteração

Jantar de Boas Vindas (25 de julho) e Cerimônia de Encerramento (28 de julho)
Estará aberta à participação do público em geral (diretoria AOKB, familiares dos participantes etc). Haverá taxa de adesão ao jantar para os não participantes do Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai.

Conferência de Apresentação para a Cooperação Internacional (26 de julho - quinta-feira)
O objetivo é que cada país faça uma apresentação sobre o que podemos conseguir através da "rede uchinanchu" e do fortalecimento de laços entre os jovens de diversos países.

Festival de Curtas Metragens (26 de julho - sexta-feira)
Em breve divulgaremos o regulamento! O tema é "imigração okinawana", e a ideia é que os participantes mostrem um pouco da comunidade uchinanchu de seu país.


Conferência Internacional de Jovens (28 de julho - sábado)
A Conferência é uma das principais atividades do evento, sendo uma continuação das discussões iniciadas pelo WYUA no Uchinanchu Taikai de 2011. No conteúdo, estão previstos:
- Discussão sobre o próximo Encontro e um plano de atividades para cada país
- Debates com os temas: idioma (uchinaguchi), rede mundial uchinanchu e nova cultura de Okinawa
- Serão definidas propostas a serem apresentadas ao governador de Okinawa e ao Primeiro-Ministro do Japão.

Kyodo Matsuri (29 de julho - domingo)
Para encerrar o Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai, participaremos de um dos maiores eventos da comunidade uchinanchu no Brasil: Eisá Matsuri e Kyodo Matsuri, em Diadema. Haverá apresentação do Ryukyu Stomp e visita ao Memorial do Imigrante Okinawano.


Ryukyu Stomp


Dúvidas? Escreva para: urizun.br@gmail.com

domingo, 3 de junho de 2012

Wakamono Uchinanchu Taikai


1º Encontro Mundial de Jovens Uchinanchus no Brasil

1st Worlwide Youth Uchinanchu Festival in Brazil

第1回世界若者ウチナーンチュ大会

Dai Ikkai Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai

若者 “Wakamono” significa “jovem”. Já faz mais de um século que os primeiros imigrantes saíram de Okinawa para diferentes países. Depois de tanto tempo, o que os jovens descendentes de okinawanos e também os jovens que nasceram em Okinawa tem em comum? O que pode nos unir? O Sekai Wakamono Uchinanchu Taikai!

Objetivos: Impulsionar o intercâmbio entre os jovens uchinanchus do mundo e passar para as próximas gerações a identidade uchinanchu.
Organização: WYUA (World Youth Uchinanchu Association - Associação Internacional de Jovens, em português)
Co-organização: Associação Okinawa Kenjin do Brasil e Urizun-kai (Círculo de Bolsistas de Okinawa)




Video sobre o WYUA(World Youth Uchinanchu Association) com legendas em português:



Como surgiu a ideia de fazer um Encontro Mundial de Jovens no Brasil?
No 5º Uchinanchu Taikai, a Secretaria de Jovens (Wakamono Jimukyoku) promoveu algumas atividades, contando com a presença de representantes de diversos países, como Brasil, Argentina, Peru, Bolivia, EUA e Inglaterra. Do Brasil, os representantes foram: Chuei Matsudo, Simone Zakabi, Tetsuo Higa e Akira Uema. Houve uma grande conferência, na qual os participantes falaram sobre as atividades desenvolvidas pelos jovens uchinanchus em seus respectivos países. Depois, foram divididos em 3 grupos, cada um discutindo um dos seguintes temas: Uchinaguchi (lingua de Okinawa), Uchinanchu Network e Cultura okinawana moderna.

O objetivo era que, de cada tema, saísse uma proposta a ser executada pela então fundada Associação Internacional de Jovens Uchinanchus (WYUA – World Youth Uchinanchu Association, em inglês) nos próximos anos, incluindo jovens de outros países. Ao final da conferência, essa proposta seria entregue ao Governador de Okinawa (Hirokazu Nakaima). Em um dos grupos que discutiram o tema Uchinanchu Network, composto somente por okinawanos, surgiu a proposta de realizar um Wakamono Uchinanchu Taikai no Brasil em 2012, que foi aprovada pelo governador. No dia seguinte, os brasileiros se depararam com esta boa notícia, já estampada na primeira página do jornal de Okinawa.

A ideia é que o encontro aconteça todos os anos, sendo os próximos na América do Norte (EUA), Europa (Inglaterra) e Ásia, e a seguir, no 6º Uchinanchu Taikai.

Representantes do Brasil, Argentina, Bolívia, Peru e EUA no 5º Uchinanchu Taikai



Visita ao Presidente da Câmara dos Deputados, Zenshin Takamine, com membros do Wakamono Jimukyoku

   Preparação do evento
Durante o Niseta Tour, em janeiro de 2012, recebemos a visita de: Minami Tamamoto, Sho Miyagi, Erika Tsukayama (membros do WYUA), Daiya Miyazato (Professor da Universidade de Ryukyu) e Takahiko Yokoyama (representante do setor de Promoção de Intercâmbio do governo de Okinawa). Nesta ocasião, houve reuniões do Urizun-kai com os membros okinawanos do WYUA para planejar o evento que acontecerá no mês de julho.

Membros do WYUA de Okinawa durante o Niseta Tour, no Brasil


Encontro com Guillermo Sesoko - ARGENTINA

Guillermo Sesoko foi um dos Representantes das Futuras Gerações no Uchinanchu Taikai, junto com Chuei, Simone e Tetsuo. Membro e líder do Ryukyu Koku Matsuri Daiko – Argentina, veio ao Brasil para tratar da comemoração de 15 anos das filiais do Brasil e da Argentina. Aproveitando a ocasião, fizemos uma reunião para tratar do Wakamono Uchinanchu Taikai 2012. Conversamos sobre a programação e, no dia 19 de maio, será feita uma convocatória, em Buenos Aires, em que se explicarão os objetivos do evento, visando chamar os jovens argentinos para virem ao Brasil em julho.

Sobre a convocatória a ser realizada na Argentina:
Fecha: Sábado 19 de Mayo, 2012
Horario: 18.00hs
Lugar: Centro Okinawense en la Argentina
Av. San Juan 2651 (C1232AAI) Buenos Aires


Encontro de membros do Urizun com Guillermo Sesoko, que participará doWakamono Uchinanchu Taikai



Encontro com Jaime Miyashiro - PERU
No feriado de 1 de Maio, Tetsuo Higa e sua esposa, Rosana, foram a Lima, onde encontraram com jovens uchinanchus peruanos. Leia o relato de Tetsuo: 

"No feriadão do Dia do Trabalho, fui passear em Lima, Peru com minha esposa. Fomos muito bem recepcionados pelo Richard Yagi, diretor da juventude da Associação Peruana Japonesa, e pelo Jaime Miyashiro, que foi Representante da Geração Futura no 5th Uchinanchu Taikai. Fomos também ao Undokai da Associação Peruana Japonesa, que é um enorme evento, um misto de Undokai, Matsuri e encontro anual da comunidade Nikkei do Peru. Lá nos encontramos com ex-bolsistas de diversos shichosons e kenpis, de todos os anos.  Convidei-os para o Wakamono Uchinanchu Taikai, e se mostraram muito interessados.






Uma coisa que achei diferente do Brasil, é que muito poucos falam o idioma japonês, devido a proibição imposta a idiomas estrangeiros no passado. Mas a identidade nikkei é muito forte, e eles são muito unidos, e tem orgulho de serem nikkeis. A maioria destes nikkeis são descendentes de okinawanos.

Também visitamos a Associação Okinawense do Peru, e contaram como funcionam, e vi que tem várias dificuldades comuns a nosso kenjinkai do Brasil.

Outro local que nos apresentaram foi a Associação Peruana Japonesa, que equivale ao nosso "Bunkyo". Ficamos impressionados com a estrutura e funcionalidade. Eles tem clínicas médicas, diversos cursos, cooperativas de crédito, assistência aos idosos, restaurantes e Museu da Imigração. Neste museu havia uma exposição especial temporária, coordenada pela Sharon Yara, com o tema Imigração de Okinawa no Peru. Ficamos impressionados com a qualidade da iluminação, montagem, e principalmente de pesquisa. 



Finalmente, no último dia, Richard nos convidou para um jantar típico peruano em sua casa, junto com ex-bolsistas de Nakagusuku-son e amigos de outros sonjinkais. Agradecemos mais uma vez à recepção calorosa, bem ao estilo "Ichariba choode", porque não os conhecia pessoalmente, exceto Jaime que encontrei apenas uma vez em Okinawa. Também reforço o convite para virem ao Brasil, conhecer a nossa comunidade durante o Wakamono Uchinanchu Taikai em julho."



Programação
O objetivo das atividades é o intercâmbio e o fortalecimento da rede uchinanchu. As atividades visam a integração dos participantes. Por isso, o Campeonato de Voleibol, o Artesanato de shisá, o Festival de Curtas Metragens, o Karaokê etc, tem caráter amador. Basta a vontade de participar!
As principais atividades acontecerão na parte da noite, para que os jovens brasileiros que trabalham durante o dia também possam participar.

Veja a programação em:
http://www.urizun.blogspot.com.br/2012/06/wakamono-uchinanchu-taikai-programacao.html

Home stay
Na noite do dia 26 está previsto o home stay (hospedagem) na casa de uma família uchinanchu, para que os jovens que vêm de fora possam conhecer um pouco a vida de uma família uchinanchu no Brasil. Por isso, estamos cadastrando famílias que possam participar do home stay.
Data: 26/07 – quinta-feira
- A família precisará buscar o hóspede na AOKB (quinta-feira à noite) e, na manhã seguinte, levá-lo de volta.
- Informar a quantidade de hóspedes que poderá receber
Lembramos que é uma ótima oportunidade para as famílias, que poderão conhecer e estabelecer laços de amizade com jovens uchinanchus de outros países. 
As famílias que quiserem participar, entrem em contato com: urizun.br@gmail.com


terça-feira, 29 de maio de 2012

O que você comia em Okinawa?

A alimentação é essencial para a sobrevivência, mas também é uma esfera pela qual podemos conhecer muito sobre uma cultura. Neste post falaremos sobre as experiências alimentares dos ex-bolsistas. Okinawa, apesar de ser um pequeno arquipélago, tem uma culinária rica e variada, que vai muito, muito além do Okinawa sobá e do goya champuru!

Lais Miwa Higa (bolsista de Nakagusuku-son 2011) conta que: “Em casa, eu comia o que o oji plantava, principalmente goyá e pimentão. Sooki don era meu prato preferido, e também Okinawa sobá com o osso da costelinha derretido. À noite, comia um monte de tsumami enquanto bebia awamori. Um que eu gostei muito, mas disseram que eu parecia ojisan porque comia isso era o icha gari gari, um biscoito de lula muito, muito duro. Comia sempre também eda mame. Nos matsuri sempre comia okonomiyaki. Também amei o sashimi de cavalo. Culinária coreana e havaiana é muito famosa lá. O yakiniku de Ishigaki é o melhor. E o barbecue de Okinawa é muito estranho... tirinhas bem fininhas de carne banhadas em molho tare e um mooooooooonte de cogumelo >< mas era bem divertido^^ Nos eventos da prefeitura ou reuniões de família em casa, o povo sempre comprava umas bandejas enormes com sushi, sashimi, legumes cozidos, salsicha, tempurá... O tempero é sempre meio adocicado, por isso as pizzas de pepperoni são as melhores^^ E awamori com café é bom para não dar ressaca. Dentre minhas bebidas preferidas: sanpincha bem gelado, café com leite em latinha e chu hi de limão!”

Sanpin-cha - o chá mais popular de Okinawa
Aurora Kyoko Nakati, bolsista de Motobu-cho 2010, relata: “Comi um soba de inoshishi num hotel em Motobu, era muito gostoso, mas gorduroso. Tem também o papaya chanpuru, no começo achei estranho pq imaginamos a fruta madura e doce, mas eles usavam o fruto verde, então ficava parecido com chuchu ^^ Eu gostava de comer fu- chanpuru e so-min também! Uma coisa que eu comia sempre na faculdade era o oniguiri de po-ku com maionese, tem em konbini tb!!! Uma vez eu vi até num programa de TV, pois é uma coisa que só dá pra comer em Okinawa!! Uma coisa que eu não como é miúdos, coração e etc, mas quando comi Nakami juru não sabia do que era feito e adorei, mesmo quando soube que era feito de tripa de porco!!! Não posso esquecer dos Sata- Andagi- de Beni imo, kurozato, kabocha...só de falar está dando água na boca XD”

Um prato muito lembrado pelos bolsistas é o taco rice, receita que mistura carne, queijo, alface e tomate dos tacos mexicanos com o arroz japonês. Diz-se que foi criado em Okinawa nos anos 60, na cidade de Kin, onde há forte presença de militares americanos. Rosana Ichi Higa conta que “Quando batia aquela fome de madrugada, ia no King Tacos comer taco rice. Tão natsukashii que no ano passado (durante o Uchinanchu Taikai), voltei lá com o pessoal do WYUA (World Youth Uchinanchu Association). Só que foi uma decepção. Eles mudaram o chilli sauce.” Além disso, Rosana também diz que “adorava comer chuka-don e nasumisso itame do Minami Shokudo, perto da Ryudai, aonde a minha amiga Miriam Assami Sanabe fazia baito”. Lucia Matsudo também lembra do taco rice, além dos bentos do Hoka Hoka Tem, de um Steak House em Chatan ou Kadena, um restaurante de kare rice em Sunset Beach e o restaurante Pollo Rico, em Nishihara.

Taco rice
Mesmo que aqui no Brasil estejamos familiarizados com algumas comidas de Okinawa, há outras que nem imaginamos comer, como conta Karina Satomi Matsumoto, bolsista de Kadena-cho 2008: “uma das coisas mais diferentes que comi em Okinawa foram os doces feitos com sal. Parece estranho, mas é muito gostoso! O sorvete de sal comi em um festival em Yomitan, algumas pessoas colocavam até shoyu... E o chocolate comi em Ishigaki, dava até pra ver as pedrinhas de sal, muito bom!”


Chocolate de sal - "shio chokoretto"
Já para Tchitose Sanabe: “O mais inusitado que eu comi por lá foi Dolphin Steak (hiitu suteeki/carne de golfinho), tradicional na região de Motobu. Como é? Pois a aparência é de bife mesmo, a textura é de atum em lata e o sabor é de figado. Concluí que golfinho é melhor ver no Kayoohaku que no teu prato.”

Não só algumas comidas, mas também costumes podem causar estranhamento nos brasileiros que visitam Okinawa. Como conta Tchitose, “O shiimii é uma tradição muito estranha para os brasileiros: é literalmente um piquenique na frente do ohaka. Muito parente, muito gochisoo, awamori e sanshin para homenagear os antepassados.”

Com tanta comida diferente, é comum sentir saudades da comida da terra natal. Ana Luisa Nakamoto (bolsista de Urasoe-shi 2007) passou por isso: "Teve uma fase do meu kenshuu, em 2007, que eu senti saudade de comer feijão brasileiro, mas não encontrava de jeito nenhum. Olhava para aquele gohan de microondas e pensava como ele ficaria ótimo com um feijão preto, ou feijão com bacon... Cheguei a comer zenzai achando que era do jeito que preparamos aqui (até descobrir que era doce). Um dia, em uma excursão para yanbaru (norte de Okinawa), me levaram para comer num shokudou de comida brasileira e...tchan tchan tchan tchan, lá estava uma feijoada!!! A oba-san que cuida da cozinha viveu no Brasil por mais de trinta anos. Foi engraçado ver colegas japoneses comendo aquele feijão sem misturar com o arroz, como se fosse uma sopa. Mas entendo a confusão: estava aguado, a carne separada, e pouco temperado. Mas as histórias da oba-san eram incríveis!"
Restaurante de comida brasileira em Okinawa
Um doce muito lembrado foi o famoso sorvete do Blue Seal, empresa que começou em 1948 vendendo alimentos para atender a demanda dos americanos em Okinawa. Hoje, possui sorvetes em sabores típicos da ilha, como cana-de-açúcar, beni imo e shikwasá. Tchitose lembra: “E o sorvete do Blue Seal? Era parada obrigatória em toda saída no verão. Adorava o de beni imo.”


Sorvete do Blue Seal
E, Daniella Nakao conta que comia, “fora o okinawa sobá, karê rice tonkatsu, tempurá de camarão, okonomiyake, sorvete de matchá...rsss... gatimayá total (engordei 5kg em 6 meses!)”


E, pra terminar o post... Você conhece o bolo "Castela" (ou Kasutera, ou Kashitira)?? De acordo com a Wikipedia:
"O castella ou kasutera (カステラ) é um popular bolo japonês feito à base de açúcar, farinha, ovos e xarope de milho, muito apreciado em festividades e como comida de rua. De origem portuguesa, é semelhante ao pão-de-ló, e é hoje uma especialidade tradicional de Nagasaki. O bolo foi trazido inicialmente por mercadores portugueses no século XVI. O seu nome procederá do português pão de Castela, existindo tipos parecidos de bolos chamados de forma similar, como o francês pain d'Espagne, o italiano pan di Spagna e o grego pantespani, sendo que o reino de Castela abarcava o centro da Espanha. Outra teoria refere que o nome pode ter origem no facto de o bolo ser preparado com claras batidas "em castelo".

O assunto sobre o kasutera surgiu esses dias no grupo de e-mails do Urizun quando a ex-bolsista de Urasoe Liana Nakahodo enviou uma receita deste bolo dizendo que é muito conhecida em Campo Grande, e que a receita parece "bem uchinanchu" e que é importante divulgá-la para que não se perca. Confira:

'CASTERA'
- 1 rapadura
- 1 litro de água
- 950g de trigo aproximadamente ( 1 kg menos um punhado)
- 1 colher (sopa) de margarina/manteiga bem cheia
- 1 colher (sopa) açúcar
- 1 colher (sopa) bicarbonato de sódio bem cheia
- 1 a 2 colheres (sopa) gengibre ralado
Colocar a rapadura inteira na água fria e levar ao fogo até ferver, mexendo pra desmanchar bem a rapadura.
Tirar do fogo. quando morno, juntar a manteiga, o açúcar e o bicarbonato. Nesse momento a massa incha por conta do bicarbonato. Passar tudo por uma peneira pra retirar eventuais pedaços que não derreteram.
Colocar trigo e mexer bem. Por último, o gengibre.
Colocar em assadeira grande untada e enfarinhada. Sobre a massa, gergelim preto ou branco, se quiser.
Fogo alto por 45 min a 1 hora.

Mesmo tendo origem ibérica, o kasutera, como tantas outras comidas, foi sendo adaptado ao ser disseminado pelo mundo afora. Tchitose Sanabe diz que é curioso observar que, mesmo sendo um doce de origem ocidental (yoogashi), nos livros de culinária e sites japoneses ele está na sessão de doces japoneses (wagashi), mostrando como foi incorporado pela cultura japonesa. Em Okinawa se usa rapadura em muitos doces, como sataa andangui, muuchi e poopo, sendo essa uma explicação para esse kasutera ser considerado uma receita uchinanchu!
Kokutou kasutera - castela de rapadura
Tetsuo Higa lembra que há ainda outras variedades de kasutera, como as cozidas sobre folhas de sannin gaasa (a mesma de nantuu muuchii) e as massas com fuuchiibaa. E ainda lembra que diversos outros pratos são influências de outros países: "Lamen, veio da China, e Okinawa soba é uma variação de lamen; chanpurú veio da Malásia; tenpurá é português; karee raisu é tempero indiano com carne americana; pooopoo deve ser crepe, gallete ou pancake; sanpincha é shiang ping cha e takoraisu é taco texmex." Nada é exclusivo de um lugar!

E você, qual é o seu prato preferido da culinária okinawana?